segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Quênia busca recuperar hegemonia na São Silvestre; mulheres largam

da Folha Online

A edição 2006 da corrida de São Silvestre foi dominada pelo Brasil. Na competição feminina, Lucélia Peres e Ednalva da Silva fizeram uma dobradinha nacional. Entre os homens, a hegemonia foi ainda maior: Franck Caldeira, Clodoaldo Gomes da Silva e Paulo Alves dos Santos ficaram nas três primeiras colocações.

Se no ano passado os atletas do país brilharam, em 2007 a disputa promete ser mais acirrada. Com o retorno de um antigo campeão e com uma atleta que tem se destacado em meias-maratonas, o Quênia tenta recuperar o prestígio de ser o grande vencedor da prova.

Nos últimos 15 anos, os atletas quenianos conquistaram 14 vitórias nas categorias masculina e feminina. Alguns deles, como Paul Tergat, pentacampeão, e Lydia Cheromei, vencedora de três edições, entraram para a história da São Silvestre.

A força do Quênia nas ruas paulistanas é mostrada também na lista dos recordes. O melhor tempo da história da corrida para homens pertence a Tergat --43min12s, obtido em 1995. Dois anos antes, Hellen Kimayo havia completado os 15km do percurso em 50min26, a marca mais expressiva já alcançada por uma mulher.

Para 2007, as esperanças desse país africano estão depositadas em Robert Cheruiyot e Alice Timbilili. O primeiro já venceu duas edições da prova e acaba de ganhar um prêmio de US$ 500 mil por ter o melhor desempenho nas maratonas mais importantes do mundo. A segunda, favorita entre as mulheres, ficou em segundo nas meias-maratonas da Filadélfia (EUA) e de Saltillo (México), neste ano.

Em busca de recuperar o prestígio que vinha perdendo nos últimos anos, a edição 2007 da São Silvestre adotou algumas mudanças em sua organização. O número de atletas inscritos aumentou de 15 mil para 20 mil e o horário da largada também foi alterado.

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